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quinta-feira, 15 de março de 2012

DENÚNCIA: A cara de pau suprema - "Dorje Chang Buddha" está vivendo na América !

O que dizer de um sujeito que se proclama a "encarnação" do próprio Dharmakaya?
"Encarnar" alguma coisa já é meio esquisito, agora imagine "encarnar" algo que, por definição, é ilimitado e livre de forma...
Sim, ele diz que nenhum outro Buda na história é tão importante quanto ele pois, ele, afinal de contas é o próprio Buda Supremo em carne, osso e cabelo tingido (acajú ou negro?). Ele é o "Dorje Chang Buddha III"...O retorno !
Ele tem um livro que revela tudinho e só transfere seus $egredo$ aos "felizardo$" que o $eguirem com fé , devoção e $inceridade.
Com essa cara de cantor de bordel e esse cabelinho de sei lá o quê , eis o "grande", "supremo" e "vitaminado" mestre:

O "tesouro" do "verdadeiro Buddhadharma" . É pra rir ou chorar?

O busto do "Buda" vivo...

Acho que é peruca ! Note os fios de nylon preto brilhando...


Quem quiser se "deleitar" com toda essa portentosidade, acesse a página do charlatão, ops, do mestre aclamado e glorioso, o "supremo líder" do "budismo"...


Ele é demais !  Ele é o "Highest Buddhist Master Today" e com esse verdadeiro estelionato ele consegue doações e já tem vários templos.
Quando eu digo que o povo gosta de ser enganado,ainda dizem que eu sou ruim ! O site é coordenado por uma discípula americana que se acha a mais afortunada por ter encontrado um "mestre" tão "bom"...
Como se não bastasse esse circo todo, um bispo da Escola Koyasan Shingon, Seicho Asai, o chama de "santidade", o reconhece como o "Buda Primordial"  e ainda envia uma carta de congratulações e recomendação  ao livro que alega o disparate completo da "encarnação do Dharmakaya".
Veja a carta:
Tradução dessa pornografia:


"Templo Budista Koyasan

8 de Junho de 2007

Carta Congratulatória

Eu, como cabeça da missão Norte Americana Koyasan Shingon-Shu, tenho visto as grande realizações de Sua Santidade no Budismo, nunca antes vistas no mundo. Sua Santidade é realmente o Buda Primordial que encarnou neste mundo para salvar os seres vivos e transmitir o autêntico Dharma de Buda do Tathagata (sic).  Todos nós, de diferentes seitas do Budismo , estamos extremamente felizes por causa disso. Essa afinidade kármica suprema do verdadeiro Buda-Dharma é difícil de encontrar em eons e hoje finalmente aparece em nosso mundo novamente. Eu gostaria de oferecer meu mais profundo respeito e sinceros cumprimentos à Sua Santidade e desejar que todos os seres vivos possam ouvir o Supremo Buda-Dharma que Sua Santidade traz a nós.

Respeitosamente,

Bispo Seicho Asai
Missão Norte Americana Koyasan Shingon-Shu"

Página original da carta:



O que pensar disso? Se esse aí é o superior da missão Shingon nos EUA, imagino o alto nível dos outros sacerdotes, dos noviços e dos fiéis. E é esse que coordena os ensinamentos do Koyasan Shingon nos EUA? 
O site ainda traz a "carta da linhagem" do Bispo Seicho Asai:


Note que o "Dorje Chang" está acima de Dainichi Nyorai (Mahavairocana) e de Sakyamuni...O sr. bispo Seicho Asai é um herege que traiu todos os votos samaya que fez ao "reconhecer" que um fulano é a "encarnação" de um Buda superior ao próprio Dharmakaya Mahavairocana !
Olha que cara solene ele faz para as fotos:

Esse tipo de gente é o que o Sutra do Nirvana chama de inimigos do Dharma que devem ser denunciados, repreendidos e combatidos !


Agora, a receita para ser o "Dorje Chang III":
 +
 +
 =


Por que não como arroz branco...

Estudiosos em saúde afirmaram ter descoberto um vínculo perturbador entre o consumo elevado de arroz branco e o diabetes tipo 2, uma doença que está se tornando uma epidemia em vários países.
Segundo os cientistas, é necessário aprofundar as pesquisas para provar este vínculo aparente e dietas sabidamente ricas em açúcar e gordura permanecem na lista de alimentos a se evitar, afirmaram em artigo publicado nesta quinta-feira.
"O que nós descobrimos é que o arroz branco é propenso a aumentar o risco de aparecimento de diabetes tipo 2, especialmente em níveis de alto consumo, tais como o das populações asiáticas", disse à AFP Qi Sun, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
"Mas ao mesmo tempo, as pessoas deveriam prestar mais atenção a outras coisas que comem", acrescentou.
"É muito importante dirigir-se não só a um tipo de alimento, mas a todo o padrão de consumo", emendou.
No artigo, publicado no British Medical Journal (BMJ), a equipe de Sun disse que o vínculo surgiu de uma análise feita em quatro estudos publicados anteriormente e realizados em China, Japão, Austrália e Estados Unidos.
Estes estudos acompanharam 350 mil pessoas em escalas de tempo que variaram entre 4 e 22 anos. Mais de 13 mil pessoas desenvolveram diabetes tipo 2.
Nos estudos realizados na China e no Japão, aqueles que comeram mais arroz revelaram-se 55% mais propensos a desenvolver a doença do que os que ingeriram menos o grão. Nos Estados Unidos e na Austrália, onde o consumo de arroz é muito menor, a diferença entre os dois grupos foi de 12%.
Os participantes nos estudos feitos nos dois países asiáticos comeram, em média, de três a quatro porções de arroz por dia, em comparação com uma a duas porções por semana nos países ocidentais.
O arroz branco é a forma predominante de arroz consumida no mundo. Máquinas que descascam e trituram o grão lhe dão uma aparência lustrosa, resultando em um alimento rico em amido.
O arroz integral, ao contrário, tem mais fibras, magnésio e vitaminas, bem como um "índice glicêmico" - medida da quantidade de açúcar - mais baixo do que o arroz branco.
Sun disse que o estudo tem limitações, inclusive detalhes completos sobre o que os voluntários comeram para acompanhar o arroz.
"Eu não acho que possa evidenciar um caso 100% confirmado, dado que esta é uma meta-análise de quatro estudos diferentes", afirmou.
"Mas eu vejo uma consistência entre estes estudos e há plausibilidade biológica que sustente a associação entre o consumo de arroz branco e o diabetes", emendou.
No entanto, acrescentou, "mais dados são necessários para corroborar ou refutar nossas observações".
O diabetes afeta quase 350 milhões de adultos em todo o mundo, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
A dieta é o único fator de controle para o diabetes tipo 2, uma doença complexa que envolve altos níveis de açúcar no sangue que não podem ser processados pela insulina. Obesidade e sedentarismo também são considerados fatores de risco que contribuem para o surgimento da doença.

terça-feira, 13 de março de 2012

História do Kaihôgyô

P. Sr. Arya, você poderia explicar um pouco mais sobre o kaihôgyô? Procurei pela internet e não achei quase nada além do seu blog.
Me surpreendi ao ler suas palavras de que o kaihôgyô que é praticado no Monte Hiei hoje não é o autêntico. Fui ao Japão uma vez e, na cidade de Kyoto, vi um dos praticantes do kaihôgyô sendo venerado pelas ruas. As pessoas se ajoelham nas calçadas para que ele encoste o seu terço budista nelas. Eles usam um chapéu que parece uma barca.
Minha sogra é japonesa e jura que os praticantes ficam nove dias sem beber água, sem comer e sem dormir. Falei isso ao meu irmão (que é médico e hoje trabalha em um hospital de Lisboa) e ele riu na minha cara. Pelo que você diz no blog você também acha que é enganação, não é?
Por favor fale mais sobre esse assunto !

R. Quase nada há em língua ocidental sobre essa prática da Tradição Tendai. O modo como atualmente se realiza o Kaihôgyô (回峰行)no Monte Hiei, é uma forma degenerada da prática autêntica. É apenas uma maneira de se impressionar aos fiéis para que eles venerem os titulados como “Dai Ajyari”(大阿闍梨).
Os Dai-Ajyari se tornam estrelas midiáticas, escrevem livros de auto-ajuda, alegam poderes sobrenaturais (como uma super-audição que permite com que ouçam as cinzas do incenso caindo no incensário) e cobram fortunas por suas palestras para grupos de empresários, para platéias seletas e para a mídia de forma geral.
O Kaihôgyô tradicional não é mais praticado na Escola Tendai japonesa.
Para entendermos esse processo de degeneração, é importante compreendermos a história original do Kaihôgyô.
O mestre que introduziu essa prática foi o monge Sô-ô (相応)nascido em 831 e falecido em 918 da Era Comum.
O Venerável Sô-ô foi um monge Tendai que passou muitos anos em práticas ascéticas no Monte Hiei e em outras montanhas próximas. No entanto, nenhuma das práticas do Venerável Sô-ô foi organizada como um método ou como um trajeto obrigatório de peregrinação. Sô-ô também nunca disse que ficou sem beber água ou dormir nove dias, nunca alegou poderes sobrenaturais, não andava todo de branco e não se tornou uma “estrela da mídia ” de seu tempo.
A biografia mais importante do Venerável Sô-ô chama-se “Tendai nanzan Mudô-ji konryu oshô den” (天台南山無動寺建立和尚伝), “Biografia do Venerável Sô-ô, fundador do TemploTendai Mudô da montanha do Sul”.
Sô-ô nasceu na família Ichii, que dizia ser descendente de uma linhagem imperial. Seu local de nascimento foi a localidade de Asai, localizada a nordeste do lago Biwa, na província de Ômi (hoje prefeitura de Shiga).
Quando Sô-ô tinha quinze anos, no ano 845, se juntou à nascente comunidade Tendai japonesa no Monte Hiei. O Grande Mestre Saichô tinha falecido apenas vinte anos antes.
Sô-ô foi recebido como discípulo pelo mestre Chinsô. Dois anos depois ele foi ordenado noviço. Nessa época, se sentiu fortemente inspirado a buscar pela Iluminação e, todos os dias, colhia flores selvagens nas árvores do Monte Hiei e as oferecia no altar do templo Enryakuji. Por essa época, Ennin (Jikaku-Daishi) estava residindo em um sub-templo próximo ao Enryakuji.
Precisamente no ano em que Ennin voltou de sua longa peregrinação à China (847), Sô-ô foi ordenado noviço.
Ennin observava bastante a Sô-ô e admirava a dedicação com que ele trazia flores todos os dias ao altar do Enryakuji, não falhando nenhum dia por mais de seis anos consecutivos.
No ano 854, ano em que Ennin foi apontado como prior geral (zasu) da Escola Tendai, ele propôs que o nome de Sô-ô constasse na proposta de ordinandos anuais (nenbundosha) para se tornar um monge Tendai plenamente ordenado.
Sô-ô, quando foi informado disso, chamou a atenção de Ennin para outro noviço, que tinha se prostrado em lágrimas no templo central pedindo pela ordenação. Sô-ô pediu que Ennin substituísse a indicação dele para aquele noviço. Ennin concordou e ficou profundamente admirado com o ato virtuoso e desprendido de Sô-ô.
Dois anos depois, no ano 856, quando contava 25 anos de vida, Sô-ô foi indicado novamente por Ennin e, dessa vez, foi ordenado recebendo o nome monástico de Sô-ô.
Sô-ô, já como monge plenamente ordenado, se tornou discípulo de Ennin e iniciou o período de doze anos de reclusão no Monte Hiei, prática recomendada pelo Mestre Saichô aos que se ordenavam.
De Ennin, Sô-ô recebeu a transmissão de numerosos ensinamentos esotéricos como o Fudô-Myôo-hô (ritual esotérico dedicado a Fudô-Myôo e o Besson giki goma hô ( rituais de homá, dedicados a deidades específicas).
Depois de seu período de treinamento, Sô-ô se retirou a um local longe da área central do Monte Hiei e construiu um pequeno eremitério na parte sul da montanha. Esse foi o humilde início do “Mudôji”. Sô-ô permaneceu nesse local por três anos, engajando-se em práticas ascéticas, meditações e rituais esotéricos.
Em 858, Sô-ô foi chamado para curar uma dama da nobreza. A lenda conta que ele teria realizado um tipo de ritual esotérico para afastar um fantasma que estaria adoentando a moça. Depois disso, a moça se recuperou.
Em 859, Sô-ô iniciou um novo período de intensas práticas ascéticas. Ele se dirigia a locais inóspitos como a Montanha Hira, famosa por ser um local de prática de muitos ascetas anteriores a Sô-ô.
Sô-ô fez o voto de permanecer ali por três anos sem consumir sequer cereais. Comia apenas plantas selvagens que encontrava na montanha.
Sô-ô meditava intensamente sob as cachoeiras, nas grutas e nos locais mais escarpados da montanha.  Um dia teve uma visão de Fudô-Myôo e, quando tentou agarrá-lo, ele tinha se transformado em um pedaço de árvore katsura. Sô-ô fez um oratório para esse pedaço de árvore e continuou suas práticas.
Sô-ô conhecia uma série de técnicas medicinais chinesas e, por isso, era sempre chamado para curar pessoas enfermas. Ao longo dos anos as pessoas começaram a mistificar essas técnicas e viam Sô-ô como um tipo de curandeiro. Até o imperador Seiwa, que julgava que uma das damas de companhia de sua corte estava possuída por uma raposa, chamou Sô-ô para curá-la. Ele também curou a imperatriz do Imperador Kôkô de uma séria doença.
Em 863 Sô-ô voltou para seu amado eremitério no Monte Hiei e lá começou a trabalhar para que o local se tornasse um centro de práticas espirituais. Mandou esculpir uma estátua de Fudô-Myôo em tamanho natural e, no ano 865, construiu uma sala para entronizar essa imagem. Foi nessa ocasião que deu ao templo o nome de “Mudôji”.
Em 881 o Imperador Yozei presenteou o Mudôji com estátuas de bronze de Dainichi-Nyorai e Fudô-Myôo, além de um sino de bronze forjado especialmente para o local.
Sô-ô também conseguiu que a corte concedesse a Saichô o título póstumo de “Dengyô Daishi” e a Ennin o título póstumo de “Jikaku Daishi”. Foi a primeira vez na história que tais títulos foram concedidos postumamente a budistas ilustres.
Sô-ô também era um fervoroso devoto do Buda Amitabha e, na noite de 3 de novembro de 918, morreu olhando para o oeste, recitando suavemente o nenbutsu.
Sô-ô viveu uma vida simples e devotada ao ascetismo. Nos primeiros anos após sua morte, quem queria praticar como ele se dirigia às proximidades do Mudôji ou à montanha Hira e vivia de forma igualmente simples, devotando-se ao estudo do Dharma, às meditações esotéricas , ao ascetismo alimentar (comendo frutas selvagens, folhas etc) e recitando o Nenbutsu. Ninguém esperava receber nenhum título com isso, ninguém se tornava “especial” e nem esperava ser uma “celebridade” da sociedade profana.
Não havia nenhuma “rota obrigatória” de peregrinação, nenhuma veste especial, não havia manuais secretos , não havia repórteres para filmar os “grandes heróis” e, aqueles ascetas, não alegavam poderes mágicos, apesar da devoção popular, às vezes, lhes atribuir algo do tipo.
Centenas deles viveram e morreram incógnitos.
Aliás, no período Heian, alguns leigos também se dedicavam a esse tipo de prática em busca da Iluminação.
A prática atual do Kaihôgyô não tem nada a ver com a simplicidade original. É uma montanha de apego a regras e rituais, um exibicionismo para a elevação do ego e uma mentirada com a história dos nove dias do doiri ( de sede e ausência de sono - algo medicamente impossível), que garantem aos praticantes o tão cobiçado título de Dai-Ajyari e permite com que eles entrem no palácio imperial com as sandálias comuns (o que nenhum outro mortal pode fazer).
Essas práticas atuais foram inventadas depois de 1571 da Era Comum. Em 1571, Oda Nobunaga devastou o Monte Hiei e os documentos originais sobre a prática do Kaihôgyô foram perdidos. Aí, quem podia inventar, inventava à vontade...
A corrupção no Monte Hiei desse período era notória e escandalosa. Não foi à toa que no período Kamakura surgiram tantas ordens budistas diferentes fundadas por egressos do Monte Hiei, cansados da corrupção e da degeneração total do clero Tendai da época. Também não foi por mera “antipatia” que Nobunaga invadiu o complexo monástico e produziu um verdadeiro massacre.
Enquanto Sô-ô não comia nem cereais (por conta de seu ascetismo), os “grandes mestres” do Monte Hiei comem carne e bebem álcool...Igualzinho né?
O Venerável Sô-ô (建立大師 - Kônryu-Daishi)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Templo cheio, templo vazio...

Havia um monge chamado Hotan.
Hotan ouvia as palestras de um mestre. Na estréia das palestras, veio muita gente mas, pouco a pouco, nos dias seguintes, a sala se esvaziou, até que, um dia, Hotan ficou sozinho na sala com o mestre. E este lhe disse:
-Não posso fazer uma palestra só para você; de mais a mais, estou cansado.
Hotan prometeu voltar no outro dia com muita gente. Nesse dia, porém, voltou só. Mesmo assim, disse ao mestre:
-Podeis fazer a palestra hoje, porque eu trouxe uma porção de gente !
Hotan trouxera bonequinhas que espalhara pela sala. Disse-lhe o mestre:
-Mas são apenas bonecas !
-Com efeito - respondeu-lhe Hotan- mas todas as pessoas que vieram aqui não são mais que bonecas, pois não compreendem patavina dos vossos ensinamentos. Só eu lhes compreendi a profundeza e a verdade. Mesmo que muita gente tivesse vindo, serviria tão-somente de enchimento, decoração, vazio sem fundo.

Templo cheio:
Templo vazio...

domingo, 11 de março de 2012

Para quem nunca viu uma iniciação esotérica...


http://video.sina.com.cn/v/b/19300990-1371970984.html


Esse filme chinês antigo mostra a dramatização da iniciação de Kukai por Hui Kuo nas duas mandalas.
Excetuando alguns detalhes, a essência do rito é essa aí.

Culto do dia 11/03/2012

Nosso culto de hoje foi muito especial.
Tivemos a felicidade de ter conosco a Ven. Mestra Bhiksuni Dzau-Dzan do templo Tzong-Kwan de São Paulo, que comemorou hoje, junto a nós, seus 20 anos de ordenação monástica num dia especialmente dedicado ao Bodhisattva Avalokitesvara.
O templo Tzong-Kwan de São Paulo, através de um pedido da Ven. Dzau Dzan, doou à nossa instituição um programa eletrônico onde está contido todo o Tripitaka Chinês (CBETA) e mais alguns inestimáveis dicionários técnicos sobre o Budismo.
As pessoas que participaram do culto tiveram a chance de fazer perguntas sobre o Budismo Chinês e contar com a simpatia dessa mestra.
Abaixo, os vídeos do sermão e nossa foto ao final do culto.




Para quem quiser conhecer o trabalho da mestra Dzau-Dzan, recomendamos os seguintes links:
O Templo Tzong Kwan tem desenvolvido um trabalho sério de divulgação do Dharma, de prática da meditação e dos preceitos budistas. Além disso é, em minha modesta opinião, o templo budista mais bonito de São Paulo-SP !

quinta-feira, 8 de março de 2012

Gohonzon de Nichiren

P. Dharmananda, de onde Nichiren tirou o gohonzon? Da cabeça dele mesmo?

R. Nichiren se baseou em duas fontes:  

1) A Mandala do Lótus (Hokke Mandara), que é baseada na parte central da Mandala do Ventre da Grande Compaixão que , em vez de Dainichi cercado pelos Dhyani Budas e pelos Bodhisattvas, traz a Stupa com Sakyamuni e Prabhutaratna.
Graficamente falando, a mandala de Nichiren é bem diferente da Hokke Mandara mas a estrutura é muito semelhante. 
Nichiren fala, por exemplo, que seu gohonzon tem uma "stupa" (apesar dela não aparecer) na qual está escrito o "Namu Myohô Renguê Kyô". Baseados nisso, artistas posteriores à época de Nichiren colocaram uma stupa com a inscrição do Daimoku e, ao lado da Stupa, colocaram Prabhutaratna e Sakyamuni.
A mandala de Nichiren também traz a inscrição dos nomes de vários personagens que aparecem na "Hokke Mandara".

2) Se baseou em um ritual esotérico Tendai chamado "Hokkehô", o qual tem por "honzon" (principal objeto de visualização e meditação) a Hokke-Mandara.
O "Hokkehô" explica a razão pela qual vários personagens como Fudô-Myoo, Aizen-Myoo, Dainichi-Nyorai, os Lokapala, Indra , Brahma e outros seres aparecem na Mandala de Nichiren. Esses seres são invocados no "Hokkehô".
A presença das sílabas "HAM" e "HUM" (Fudô e Aizen) na Mandala de Nichiren não teria explicação se a base de Nichiren fosse somente o Sutra do Lótus. Nenhum desses dois aparece no Sutra do Lótus.
Aliás, a devoção esotérica de Nichiren a Fudô Myoo e Aizen aparece em um de seus mais antigos escritos, o "Fudo Aizen kankenki" e nos desenhos que ele fez das duas divindades.
Ao contrário do que a maioria dos nichirenistas pensa, o discurso de Nichiren contra o Mikkyô é apenas uma estratégia de legitimação, não uma oposição real...




A mandala abaixo, chamada "Ichinen Sanzen Mandara", foi escrita por Nichiren e traz, além dos bijas relacionados a Aizen e Fudô, dois bijas na parte superior representando os dois aspectos de Dainichi na Mandala do Vajra (Kongokai) e na Mandala do Ventre (Taizokai):



Desenhos de Fudô e Aizen visitando a Nichiren...Note os mantras e escrita Siddham do lado direito acompanhados das sílabas em katakana.

Advaita e Budismo

P. Ola Dharmananda. 

Acompanho seu blog, sempre que posso, dois textos postados me chamaram atenção, o primeiro é um texto de Rama Guptar criticando o "budismo moderno", se referindo a ele como uma religião extremamente doente habitada por ateus, etc.. E o segundo texto, de sua autoria, afirmando que o budismo é ateu


O budismo é ateu no sentido de negar, também, o Atman (o Ser)? Pelo pouco que já li sobre vedanta a abordagem dvaita e advaita não negam ou ignoram o Ser ou Atman como fazem os budistas (os seguidores do Sanatana Dharma acusam os budistas de serem niilistas, ateus e agnósticos).
Você poderia me esclarecer as principais diferenças entre a filosofia budista e a advaita vedanta?
Também, se não for pedir muito, gostaria de saber se o que afirma esses textos dos links abaixo é verdade sobre o budismo: 


R.Caro XXX,

O "ateísmo" a que se refere o Dr. Rama Guptar é o materialismo moderno, que reduz tudo a um conjunto de relações materiais e nega a importância de toda metafísica.
Essa visão mecanicista é reducionista e tenta entender toda a realidade através de uma perspectiva caolha e simplista. O ateísmo moderno é facilmente refutável por quem tem uma base filosófica sólida.
Já o Budismo é "ateu" no sentido de que não aceita a idéia de um deus que governa o universo ou que o criou. Nega terminantemente a idéia de uma personalidade metafísica que governa o mundo.
Isso é muito diferente de negar a realidade da dimensão metafísica na vida humana ou de negar que há uma realidade que transcende os sentidos. 
O Budismo afirma a existência de uma natureza metafísica que penetra todos os fenômenos e que é a essência real por trás do vazio das falsas essências que atribuímos aos fenômenos.
Os fenômenos são condicionados e vazios de essência intrínseca, mas, ao mesmo tempo, manifestam a verdadeira natureza do universo, de onde foram emanados.
Em relação ao Advaita de Sankaracarya, sua doutrina é praticamente a mesma da filosofia Madhyamaka de Nagarjuna. Aliás, o texto fundamental do pensamento Advaita, o Ágama-Sutra, foi escrito por Gaudapada que era um budista Madhyamaka.
Sankara combateu certas visões niilistas que havia no Budismo de seu tempo e contrapôs a elas as idéias do Madhyamaka.
Ele não afirma a existência de um "ser" divino. As traduções ocidentais dos textos de Sankara são péssimas. Ele afirma que há uma unidade, um não-dualismo (advaita) entre a verdadeira natureza dos fenômenos e os  fenômenos manifestos. Assim o "Paramatmam" (O verdadeiro eu, desprovido de toda contradição) é essencialmente a natureza última da toda a realidade. Aquilo que chamamos de "atman" (eu ou "self"), na verdade é uma ilusão. Não passa de uma personalidade condicionada por causas e condições, fenômenos desprovidos de essência real (anatman).
Essa é a mesma doutrina do "Tathagatagarbha" no Budismo. Não é à toa que Sankara era acusado de "cripto-budista" pelos brâmanes de sua época...Quem entendeu verdadeiramente a doutrina de Sankara percebeu que era a mesma doutrina de Nagarjuna.
Os links que você me passou são um amontoado de idiotices . Esse "hinduísmo" moderno é um cristianismo disfarçado que foi montado no século XIX para agradar aos colonizadores ingleses e para levantar o moral dos indianos colonizados. A maioria dos "mestres" desse pseudo-hinduísmo foi profundamente influenciada por escolas cristãs e autores cristãos.
Eles vestiram o teísmo cristão com roupas hindus e chamaram isso de "hinduísmo". 
O "representante" do pseudo-advaita na Índia, um fulano chamado Ramakrishna, era um cristão/teosofista que fez uma doutrina sincrética e enfiou a terminologia do Advaita Vedanta pelo meio da coisa. De Advaita mesmo, não há nada !
Traduzir "isvara" por "Deus" é de uma ignorância em matéria de cultura védica que não tem nem classificação possível.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O valor dado ao Dharma

Muitas pessoas se dizem interessadas no Dharma. Muitos dizem que desejam encontrar um mestre. Muitos reclamam que no Brasil é muito difícil se achar um local onde se possa ter acesso ao Dharma correto em português.
Todos os dias eu recebo de dez a doze e-mails com perguntas sobre o Dharma, questões sobre literatura budista, questões sobre a tradição budista etc...Recebo também uma porção de e-mails com dúvidas existenciais, questões particulares, críticas e elogios.
Ótimo. Parece que as pessoas querem saber sobre o Dharma. Querem se envolver com o Dharma. Será mesmo?
No ano passado em nossa assembléia geral, quando fizemos as contas do templo, descobrimos que o caixa fechou com o saldo negativo. Fizemos as contas para saber quanto o templo gasta e descobrimos que o que é arrecadado não cobre 1/3 das despesas. E eu descobri por qual motivo estou passando por problemas financeiros. Estou tirando dinheiro de minhas economias domésticas para sustentar o templo. Sim, o templo precisa ser sustentado. Ele gasta água, luz, telefone, material de limpeza, velas, incenso, material de escritório, cartuchos de impressora, papel e comida. Servimos café depois dos cultos e esse café não nos é dado pelo mercado. Servimos bolachas depois do culto e essas bolachas também não nos são dadas pelo mercado. O incenso não é doado pelas casas de material religioso, as lâmpadas que iluminam os cultos não são doadas pela loja de lâmpadas, a água que bebemos, que lavamos as mãos, que usamos na descarga etc., também não nos é fornecida gratuitamente pela Sabesp. Há também o gás que usamos para esquentar a água que faz o café e outras coisas, que também é pago.
Alguém dirá: Ora, não sirva café! Então eu vou ter que responder que também temos despesas com a luz, com material de limpeza, com velas, incenso, com água...Vamos cortar tudo isso também? Ok, então vamos fazer cultos no escuro, ninguém vai ao banheiro e que se dane o pó tomando conta de tudo...Incensos, oferendas nos altares etc., nem pensar ! Pode um templo funcionar assim? É digno que se faça assim? É respeitoso para com as Três Jóias?
O templo tem outras atividades durante a semana que incluem a preparação de material para os cultos, atividades com alguns membros (Associação de Kenpo do templo), pesquisas, traduções, produção de textos. Isso toma tempo e investimento. Os livros que são consultados para a produção de textos não foram doados para a biblioteca. Os dicionários usados para as traduções também não foram doados. Quando o monge fica três horas debruçado sobre um texto para traduzir, ele deixou de fazer uma porção de outras coisas para realizar essa tradução e isso é trabalho. É trabalho igual a qualquer outro trabalho. O advogado recebe pelo seu trabalho. O médico recebe pelo seu trabalho. O faxineiro recebe pelo seu trabalho. A doméstica recebe pelo seu trabalho. Então por que o religioso não precisa receber? Ele não come? Não veste? Não mora? Ele não presta um serviço relevante para a vida das pessoas?
Temos uma caixa de doações que fica em frente de nossa Sala de Buda. Na maioria das vezes ela permanece vazia. Outras vezes aparece uma moeda de R$ 1,00. 
Há muito tempo atrás, coloquei no blog um pedido para que as pessoas ajudassem o templo. Pouquíssimas pessoas atenderam o pedido.
No nosso mural há um pedido de doações com o número da conta corrente. Parece que é um aviso não enxergado no mural.
Todo e qualquer pedido relativo ao Dharma é "caro". Os livros vendidos no templo são "caros", os cursos são "caros", dar uma doação de R$ 10,00 ou R$ 20,00 é "caro", comprar um material do Dharma por R$ 1,00, R$ 2,00, R$ 5,00 é "caro", ter aula de Budismo de duas horas por R$ 70,00 é "caro". Pagar R$ 60,00 pela tradução do Sutra do Lótus em português é "caro". Mas é bom que haja um lugar para ter ensinamentos confiáveis em português e sem nenhum custo.
Já ir ao shopping center e pagar R$ 8,00 para estacionar o carro é barato. Ir ao cinema e pagar R$ 20,00 por pessoa é barato. Tomar um lanche na padaria por R$ 10,00 é barato. Tomar um café no boteco por R$ 2,50 é barato. Ir à locadora e pagar R$ 15,00 para locar dois ou três filmes é barato. Ter aula com o "personal" por R$ 120,00 a hora é barato. A aula na faculdade é barata. Fazer um curso de "motivação profissional" por R$ 500,00 é barato.
Todas as outras coisas são baratas e desejáveis, mas investir dinheiro para a manutenção do templo e assegurar a difusão do Dharma no Brasil é "caro".
Se amanhã ou depois eu não agüentar mais tapar os buracos financeiros do templo e tivermos que encerrar as atividades, que não venha ninguém reclamar que "no Brasil não se faz nada pelo Dharma", que "aqui é tudo difícil" ou que "não temos a chance de aprender como os estrangeiros". Os estrangeiros dão suporte financeiro às suas instituições religiosas. Se não fossem os japoneses e os chineses radicados no Brasil, a maioria dos templos já tinha ido à falência, aliás não tinham sido nem construídos pois a maioria dos brasileiros só dá dinheiro para charlatães que prometem milagres imediatos.
Se envolver de verdade com o Dharma e proteger o Dharma inclui ajudar as instituições que possibilitam sua propagação e seu aprendizado, dar suporte a quem dedica a vida a ensinar e praticar o ensinamento e dar algo para sustentar a causa do Dharma.
Ser budista "de boca", ser o "rei da perguntinha", ficar com elucubrações inúteis sobre o sexo dos anjos é fácil. Difícil é lembrar que quem se importa de verdade com o Dharma  o protege e o cultiva dentro do limite máximo de suas possibilidades. Isso inclui botar a mão no bolso.
Quem faz parte da Sangha deve lembrar das necessidades da Sangha. Ou você se esquece das necessidades de sua família?


X

terça-feira, 6 de março de 2012

Novas Religiões x Budismo Tradicional

P. Arya, sempre vejo em seus textos algumas referências ao que você denomina de novas religiões japonesas.
Acho difícil distinguir uma nova religião japonesa de uma escola budista tradicional, já que, pelo que você escreve, tradição não tem muito a ver com a antiguidade da seita em questão.
Algumas novas religiões como a Shinnyo-En ou a Nichiren Shoshu usam todo o aparato cerimonial tradicional, então, como distinguir?


R. Achei muito boa sua pergunta.
Vamos lá. Uma "Nova Religião" tem características bem marcantes e fica fácil distinguir quando se conhecem essas características:

1) É sempre fundada com base em uma "revelação", em uma "experiência espiritual", em uma "visão", em "contato com o além" e nas próprias idéias ou "revelações" do fundador. Novas Religiões não se baseiam de forma consistente em nenhuma escritura sagrada e não se preocupam muito com coerência interpretativa, com precedentes históricos ou coisa que o valha. Quando elas alegam se basear em alguma escritura antiga, a interpretação é feita de forma completamente aleatória e de acordo com critérios muito particulares. Exemplo: A interpretação dos Ágamas da "Agon-Shu" que mistura taoísmo popular, budismo esotérico da forma mais caótica possível, xintoísmo, religião das montanhas (Shugendo), crenças baseadas nas "revelações" de seu fundador e ainda advoga um culto  de relíquias "energizadas" pelos sacerdotes alegando que o Mahayana é "idólatra" (conceito judaico-cristão). Outros exemplos de Novas-Religiões que se dizem basear em escrituras sagradas antigas são a Reiyukai, Risshô Kosei Kai, Soka Gakkai, Nichiren Shoshu (Sutra do Lótus) e a Shinnyô-En (Sutras Esotéricos do Budismo Shingon e Sutra Mahayana do Nirvana). As interpretações dadas por essas novas religiões a esses sutras são completamente desprovidas de respaldo exegético ou de uma crítica histórica. Baseiam-se, pura e simplesmente, nas idéias de seus fundadores ou idealizadores e pouco ou nada tem a ver com a doutrina budista tradicional.
Novas religiões como a Mahikari, Sukyô Mahikari, Seichô-No-Iê, Igreja Messiânica, Perfect Liberty, Happy Science, Ômoto etc. têm suas próprias escrituras "sagradas" escritas por seus fundadores como Ryuho Okawa, Massaharu Taniguchi, Mokiti Okada etc.

2) Os objetivos são sempre palpáveis no "aqui e agora". Em outras palavras, as pessoas procuram essas religiões para "mudar de vida", ou seja, arrumar emprego, restaurar o equilíbrio doméstico, se curar de doenças atribuídas ao "mundo espiritual", ganhar mais dinheiro, se livrar de perturbações psíquicas que ela atribui a espíritos etc.
Em geral, quem é atraído pelo discurso das novas religiões não está interessado em grandes "vôos" espirituais. Quer, na verdade, resolver seus problemas mais prosaicos com uma ajudinha do além.

3) Essas religiões se agrupam em torno do "grande líder". Há todo um culto de personalidade em relação àquele que lidera o grupo. Na Soka Gakkai, por exemplo, o culto se foca na pessoa de Daisaku Ikeda, que é visto como o mestre, o grande, o super, o sábio etc., etc... Na Agon-Shu o culto é em torno de Seiyu Kiriyama, na Shinnyô En é em torno da Shinso Itô e assim por diante.
O fundador nunca é visto como um humano comum. Ele é sempre "especialíssimo", "escolhido", "sábio" etc. e suas palavras não são discutidas  nem são nunca objeto de discordância por parte dos membros. Discordar da palavra dos líderes carismáticos é visto como um tipo de "pecado" pelas Novas Religiões.

4) Se atribui uma relação direta entre o sucesso material da vida do fiel e sua fidelidade aos padrões e exigências da Nova-Religião. Qualquer insucesso é imediatamente atribuído a alguma infidelidade aos padrões da seita ou a uma "purificação" já prevista na literatura particular da seita. Se o sujeito tem uma dor de barriga ou torce o pé, imediatamente é levado a buscar razões "espirituais" para o fato e é aconselhado a redobrar os cuidados com as práticas da seita. Exemplo: aumentar o Johrei, o Daimoku, o Okiyome, fazer purificações, realizar mais oferendas aos ancestrais, aumentar o número de cotas ($) etc...

5) Há sempre um discurso de "evolução", de "pacifismo" e de "pensamento positivo". Dentro das Novas Religiões encarar de forma realista às dificuldades ou buscar soluções mais "pé-no-chão" são ações desencorajadas. Em vez de se organizar algum tipo de ação política como uma manifestação, um abaixo-assinado, uma cooperativa etc., se prefere recorrer a alguma força sobrenatural ou se buscar uma visão "alternativa" da vida, com espíritos assombrando o mundo dos vivos, ancestrais descontentes, crianças abortadas provocando tsunamis etc. Claro que esse é somente o discurso para os fiéis comuns, pois, na prática, os dirigentes usam e abusam de seu poderio econômico para manipular, o quanto podem, todos os recursos legais, políticos etc., para a consecução de seus fins.

6) Há toda uma preocupação em se aparentar prosperidade e sucesso. Em geral, nas Novas Religiões, o líder sempre dá um jeito de esconder doenças e fracassos, ou dando desculpas (viagens etc.) ou atribuindo sentidos "sobrenaturais" a todos os problemas e transformando a coisa em um verdadeiro teatro para os fiéis (exemplo: dizer que o líder sofre pelos pecados dos fiéis, que ele é muito sofrido, que ele ficou doente para purificar o grupo, que ele carrega o mau karma dos outros sobre si etc).
Em geral, as instalações das Novas Religiões têm toda uma preocupação com o aspecto "sucesso financeiro" que eles ligam a pureza espiritual. Para eles, um grande templo, luxuoso, com instalações modernas etc. é uma prova de "sucesso" no mundo espiritual e serve para atiçar o ganância dos fiéis que vão lá para lucrar e acabam saindo de bolsos vazios...

7) O  discurso geral sempre tende a desvalorizar a vida do membro antes dele ter entrado na seita. Há os tais "testemunhos" ou "relatos" em que o teor geral é sempre o de que a vida antes de ter entrado na religião X era ruim, infeliz, cheia de problemas etc., mas que, agora, depois de entrar na religião X, a vida é uma maravilha, não há mais problemas, o pensamento positivo mudou tudo, as doenças desapareceram etc.

Acho que, basicamente, é isso.

domingo, 4 de março de 2012

Quebrando os preceitos até no além...

Alguns pseudo-budistas japoneses não se contentam em quebrar os preceitos em vida...É preciso levar o descaso para com as regras da moralidade budista até o "pós-morte".
A mais nova "sensação" nos cultos funerários do Japão é colocar no altar velas "aromatizadas" com as preferências do finado. As mais vendidas são a de "cerveja", "sakê (marca Ozeki),"vinho" e "lamen sabor carne de porco"...
Pinguço e carniceiro até depois de morto...Que exemplo de budista !

Sermão sobre a transmissão do Dharma, Dia 04/03/2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

O Bodhisattva “Jamais Desprezar”


Bodhisattva Sadaparibhuta

Freqüentemente nos deparamos com as mais variadas justificativas para todo tipo de ação incorreta. No Budismo, muitos tentam justificar as próprias atitudes ou preferências torcendo o sentido das escrituras ou fazendo citações descabidas. Tomando um desses exemplos, resolvi escrever este texto.
De cada montante de justificativas para a indolência e a conivência diante das mais variadas práticas falsas em nome do “budismo”, grande parte cita como desculpa um bodhisattva que aparece no Sutra do Lótus cujo nome é traduzido por “Jamais Desprezar”.
Em geral, quando alguém lança uma crítica a uma prática incorreta ou heterodoxa do ponto de vista budista, sempre aparece alguém a invocar o “Bodhisattva Jamais Desprezar” para dizer que nada se deve fazer no sentido de coibir a visão e a ação incorretas. Vou tentar esmiuçar a coisa para que fique bem claro.
Segundo a classificação do Grande Mestre Tientai, o Sutra do Lótus e o Sutra do Nirvana são as mensagens finais e supremas do Buda. Tanto é que essa fase do “ensino supremo” é chamado de “Fahua-Nièpán / Hokke-Nehan” (Lótus-Nirvana). De acordo com um critério mínimo de coerência, se esses dois ensinamentos são classificados como igualmente importantes e pertencentes ao mesmo gênero de ensinamentos, obviamente não pode haver qualquer contradição entre eles.
O Sutra do Nirvana em diversas e extensas passagens diz que é obrigação de todo seguidor do Mahayana “expulsar, reprovar ou punir” a todo aquele que distorce o Dharma. Ora, como poderia o Sutra Mahayana do Nirvana oferecer um ensinamento que  diz para “expulsar, reprovar e punir” os inimigos do Dharma se o Sutra do Lótus teria dito que um Bodhisattva deve sempre se curvar na frente de todos e dizer que a ninguém menospreza porque todos vão se tornar Budas? Não seria uma imensa incoerência? Aliás, não é incoerente que o próprio Sutra do Lótus ordene que o bodhisattva não dirija a palavra, não mantenha relações, não freqüente, não “mostre a fileira de seus dentes” a uma série de pessoas (no capítulo XIII) para logo em seguida (no capítulo XIX) dizer que todo mundo vai se tornar um Buda e que, então, não podemos criticar a ninguém e nem repreender ou censurar quaisquer atitudes?
Na verdade, o ponto central da questão é que as pessoas que citam o Bodhisattva “Jamais Desprezar” para justificar sua permissividade, tentam usar a sagrada escritura do Sutra do Lótus como uma maneira de falsear o Dharma e desculpar suas ações incorretas diante dos que não conhecem corretamente o cânone budista.
Usando um trecho completamente descontextualizado do texto do Sutra, lá vêm eles com a justificativa do “Bodhisattva Jamais Menosprezar”. Vamos entender direito essa passagem e o contexto para não sairmos por aí a dizer besteiras em nome do Sutra do Lótus.
O bodhisattva em questão é Sadaparibhuta e aparece no capítulo XIX do texto sânscrito e no capítulo XX da tradução chinesa de Kumarajiva. A palavra “Sadaparibhuta” quer dizer “Sempre Menosprezado” e, no sutra, simboliza um monge que adere ao ensinamento Mahayana no meio de hinayanistas. Isso fica explícito quando é dito que essas pessoas não acreditavam em uma Suprema Iluminação que superasse o Nirvana: “Ele mesmo faz que o desprezem, já que nos preanuncia a Suprema Perfeita Iluminação – o que não existe não é desejado por nós.” (S.L. XIX K.378)
O sutra relata que Sadaparibhuta dizia aos membros das quatro assembléias (monges, monjas, leigos e leigas) que não os desprezava porque todos praticavam o caminho do bodhisattva. Isso irritava às pessoas que acabavam o menosprezando, daí o nome de “Sempre Menosprezado”.
Sadaparibhuta, ao tomar conhecimento da doutrina do Sutra do Lótus, a pregou aos que o desprezavam e eles se converteram a essa doutrina, ou seja, passaram a acreditar na Suprema Perfeita Iluminação do Mahayana, anunciada no capítulo da Duração da Vida do Tathagata (XV).
Mais à frente, o sutra diz que Sadaparibhuta tinha inimigos na Sangha e que esses inimigos, que fizeram surgir um sentimento de malevolência contra Sadaparibhuta, padeceram cruéis sofrimentos por dez mil kalpas no inferno Avici.
Em nenhum momento do capítulo se fala que o Bodhisattva Sadaparibhuta disse que não-budistas vão se iluminar ou que já eram iluminados. Em nenhum momento é dito que Sadaparibhuta reverenciou os que atacavam e distorciam o Dharma. Está explícito no texto que ele se refere às quatro assembléias de budistas (e não aos não-budistas e, muito menos, aos que atacam o Dharma). Além disso, o texto deixa claro que Sadaparibhuta se referia à pessoas que PRATICAVAM o Budismo, ainda que sob uma ótica hinayanista.
Quando ele se refere ao “caminho do Bodhisattva” ou à “carreira do Bodhisattva”, está falando da motivação primária de um bodhisattva que é a intenção de atingir a iluminação (bodhi) para ajudar a todos os outros seres.
Na literatura hinayana a palavra bodhisatta aparece diversas vezes, justamente com o sentido de alguém que aspira o Nibbana e que ajuda outros a se encaminharem para o Nibbana.
O primeiro passo da “carreira do bodhisattva” é exatamente gerar a aspiração (pranidhana) de iluminação. Por isso é descabido se falar em “bodhisattvas” fora do Budismo. Não há aspiração correta à iluminação se desposando visões incorretas como o eternalismo, o teísmo etc.
Nesse sentido, Sadaparibhuta diz que todos aqueles hinayanistas que não acreditavam em uma Iluminação (Samyak Sambodhi) superior ao Nirvana, mas que aspiravam pela Iluminação tendo iniciado o caminho da prática junto das quatro assembléias, estavam no caminho de se tornar “Tathagatas, Arhants, Perfeitamente Iluminados”.
A principal causa da ira contra Sadaparibhuta era o fato dele anunciar a Iluminação Completa e Perfeita (Samyak Sambodhi) para os hinayanistas, como foi explicado acima.
Fica claríssimo que não há nenhuma contradição entre o “expulsar, reprovar e punir” (contra hereges e destruidores do Dharma) do Sutra Mahayana do Nirvana e o “Eu não vos desprezo” (em relação aos budistas que não abraçaram os ensinamentos do Mahayana) do Bodhisattva Sadaparibhuta no Sutra do Lótus.
Em relação à tradução do nome Sadaparibhuta para o chinês como 常不輕 , cháng bù qīng ou Jōfugyō na leitura japonesa, algumas observações:
A tradução pode ser “constantemente não menosprezar”, “freqüentemente não insignificante”, “muitas vezes não insignificante”, “freqüentemente não frívolo”, “constantemente não desprezando”.
As palavras chinesas para “jamais” ou “nunca” (còngwèi, juébù etc.) não parecem ser as mais adequadas ao caso.
A mim parece que a tradução “constantemente não desprezando” (adotada também pelo estudioso Hisao Inagaki) é a mais próxima do sentido original do nome, que é um jogo de palavras. Ele era “sempre menosprezado” por dizer constantemente que não desprezava.
A utilização do ideograma por Kumarajiva me parece extremamente adequada. Justamente pelas diversas possibilidades de interpretação, torna-se possível compreender muitas facetas da ação de Sadaparibhuta no entendimento de Kumarajiva. Sadaparibhuta era “frequentemente não frívolo” por compreender que cada um que se esforçava em busca da iluminação a alcançaria. Sadaparibhuta era “muitas vezes não insignificante”, por levar às pessoas a mensagem de que tinham a natureza búdica e assim por diante.
Usar o texto do sutra fora do contexto é sempre um pretexto para o erro! 

Perdendo o controle da situação...Grandes cagadas começam assim...

Após 'bronca' de Dilma, militares endurecem reação ao governo

Número de assinaturas em manifesto militar com críticas a ministras da presidente saltou de 98 para 235; Planalto decidiu punir quem aderiu ao documento

02 de Março de 2012- Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Não será fácil para os comandantes militares resolverem o imbróglio criado pela presidente Dilma Rousseff que decidiu punir todos os militares que assinaram o manifesto "Alerta à Nação - eles que venham, por aqui não passarão", que endossa as críticas a ela por não ter censurado suas ministras que pediram a revogação da lei de anistia. No novo documento os militares dizem ainda que não reconhecem a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim. Inicialmente, o manifesto tinha 98 assinaturas e na quinta-feira, após terem tomando conhecimento da decisão de puni-los, o número de seguidores subiu para 235. Agora são três os generais de exército da reserva que assinam o manifesto e um deles é o ex-ministro do Superior Tribunal Militar (STM), Valdésio Guilherme de Figueiredo, adicionando um ingrediente político à lista, não só pelo posto que ocupou,mas também como antigo integrante da Corte Militar, tem pleno conhecimento de como seus pares julgam neste caso.
Nessa quinta-feira, 1º, o Ministério da Defesa passou o dia discutindo com que base legal os militares podem ser punidos. Nova reunião foi convocada pelo ministro Celso Amorim e os comandantes militares. Mas há divergências de como aplicar as punições. A Defesa entende que houve "ofensa à autoridade da cadeia de comando", incluindo aí a presidente Dilma e o ministro da Defesa. Amorim tem endossado esta tese e alimentado a presidente com estas informações. O ministro entende que os militares não estão emitindo opiniões na nota, mas sim atacando e criticando seus superiores hierárquicos, o que é crime, de acordo com o Estatuto dos Militares.
Só que, nos comandos, há diferentes pontos de vista sobre a lei 7.524, de 17 de julho de 1986, assinada pelo ex-presidente José Sarney, que diz que os militares da reserva podem se manifestar politicamente e não estão sujeitos a reprimendas. No artigo primeiro da lei está escrito que "respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público".
Esta zona cinzenta entre as legislações, de acordo com informações obtidas junto a militares, poderá levar os comandantes a serem processados até mesmo por "danos morais", quando aplicarem a punição de repreensão, determinada por Dilma. Nos comandos, há a preocupação, ainda, com o fato de que a lista de adeptos do manifesto só cresce, o que faria com que este tema virasse uma bola da neve. Há quem acredite que o assunto deva ser resolvido de uma outra forma, a partir de uma conversa da presidente  com os comandante militares, diretamente, para que fosse costurada uma saída política para este imbróglio que, na avaliação da caserna, parece não ter fim, já que a determinação do Planalto é de que todos que já assinaram e que venham ainda a aderir ao manifesto sejam punidos.




Entenda como a caca toda começou:



Militares criticam opiniões de ministras e omissão de Dilma

Em nota, presidentes dos três clubes da reserva atacaram declarações de Maria do Rosário e de Eleonora Menicucci

21 de fevereiro de 2012 | 3h 03

Em sinalização de como os militares da reserva estão digerindo a instalação da Comissão da Verdade, presidentes dos três clubes militares publicaram um manifesto censurando a presidente Dilma Rousseff e atacando as ministras dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e da Secretaria das Mulheres, Eleonora Menicucci, por supostas críticas dirigidas à caserna.
A carta, embora assinada por oficiais da reserva, traduz a insatisfação de militares da ativa, que são proibidos de se manifestarem. Eles se queixam de Maria do Rosário por supostamente estar questionando a Lei da Anistia e da titular da pasta das mulheres por "críticas exacerbadas aos governos militares".
Os militares reclamam que Dilma, como comandante em chefe das Forças Armadas, deveria ter repreendido suas auxiliares, e não ter aplaudido o discurso de posse da nova ministra, endossando suas palavras supostamente contra a categoria. "Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da Presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo", diz a nota.
Ao se queixarem da postura da ministra Maria do Rosário, os militares citam que ela deu declarações na qual "mais uma vez asseverava a possibilidade de as partes que se considerassem ofendidas por fatos ocorridos nos governos militares pudessem ingressar com ações na Justiça, buscando a responsabilização criminal de agentes repressores, à semelhança ao que ocorre em países vizinhos".
Na nota, os presidentes dos clubes Militar, Naval e da Aeronáutica reclamam de Maria do Rosário alegando que "mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF", que rejeitou a revisão da Lei da Anistia. "A Presidente não veio a público para contradizer a subordinada."
Nova ministra. O manifesto censurou ainda a presidente Dilma por ter afiançado o discurso supostamente revanchista de posse de Eleonora. Segundo os militares, a nova ministra "teceu críticas exacerbadas aos governos militares e, se auto-elogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia (sic), ao mesmo tempo em que homenageava os companheiros que tombaram na refrega". Os militares ressaltaram que "a plateia aplaudiu a fala, incluindo a sra Presidente".
Procurada ontem, Maria do Rosário disse que não leu o manifesto e que, portanto, "não comentaria" o documento. A ministra Eleonora não foi localizada pela reportagem.

Com a "diplomacia" de um elefante, Dilma se mete a "Grande Comandanta" e vai afundando o pé no barro...:

Dilma intervém em crítica de militares

Clubes das três Forças foram obrigados a desautorizar texto que atacava duas ministras por defenderem a revogação da Lei da Anistia

24 de fevereiro de 2012 | 3h 06TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Os presidentes dos Clubes Militares foram obrigados ontem a publicar uma nota desautorizando o texto do "manifesto interclubes" que criticava a presidente Dilma Rousseff por não censurar duas de suas ministras que defenderam a revogação da Lei da Anistia. Logo depois, porém, tanto o comunicado original como o desmentido foram retirados do site em que foram divulgados.
Dilma não gostou do teor da nota por não aceitar, segundo assessores do Planalto, qualquer tipo de desaprovação às atitudes da comandante suprema das Forças Armadas.
A presidente convocou o ministro Celso Amorim (Defesa) para pedir explicações. Ele se reuniu com os comandantes das três Forças, que negociaram com os presidentes dos clubes da Marinha, Exército e Aeronáutica a "desautorização" da publicação do documento, divulgado no site do Clube Militar no dia 16, como revelou o Estado na terça-feira.
No dia seguinte, houve a reunião de Amorim com os comandantes das três Forças e uma conversa com a presidente. Paralelamente a essa movimentação, os comandantes telefonaram aos presidentes dos três clubes a fim de que a nota crítica a Dilma fosse suprimida.
Ontem, o "comunicado interclubes" foi retirado do site no início da tarde. Por volta das 16 horas, foi divulgado um outro texto, em que os presidentes desautorizavam o comunicado anterior. Esse desmentido, porém, não chegou a ficar meia hora no ar. O Clube do Exército, para tentar encerrar a polêmica, retirou a nota e o desmentido, mas a celeuma já estava criada.
Críticas. Apesar de terem sido obrigados a recuar e, com isso, não criar uma crise militar, os presidentes dos clubes não se conformam com as críticas que têm recebido e temem que a Comissão da Verdade só ouça um dos lados na hora de trabalhar.
Os presidentes dos clubes da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, e da Marinha, almirante Ricardo da Veiga Cabral, disseram que em momento algum quiseram criticar a presidente. Para eles, a nota foi uma "precipitação", no momento em que os principais assuntos para a categoria são a defasagem salarial e a necessidade de reaparelhamento das Forças.
O almirante Veiga Cabral, no entanto, classificou como "provocação" as falas das ministras das Mulheres, Eleonora Menicucci, e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Eleonora, em seu discurso de posse no início do mês, teria tecido "críticas exacerbadas aos governos militares". Já Maria do Rosário teria incentivado, mais de uma vez, que pessoas que se considerassem atingidas por fatos ocorridos durante a ditadura poderiam ingressar com ações na Justiça.
"Não podemos ficar parados. É natural que haja uma reação porque não é possível ficarmos sendo desafiados de um lado e engolirmos sapo de outro. A vida é assim, a cada ação tem uma reação", comentou. O almirante ressalvou que embora os militares, mesmo na reserva, estejam sujeitos ao Estatuto dos Militares, "os clubes não estão subordinados ao Poder Executivo".
Depois de ressaltar também a "independência" dos Clubes Militares, lembrando que "não é o governo nem os comandos" que mandam na instituição, o brigadeiro Baptista endossou as palavras do almirante que "estranhou" as declarações das duas ministras.
"Não quero tocar fogo, mas não podemos admitir que queiram amordaçar os clubes. Não podem e não vão conseguir fazer isso", disse.



Com todo o "entrosamento" de Dilma , suas ministras e os militares, a defesa do Brasil está assegurada. Se houver uma revolta militar qualquer, uma tentativa de quartelada ou outra coisa do gênero, teremos que agradecer ao time "inteligentíssimo" e super "diplomático" de nossa "presidenta" e "comandanta".